Influência do ambiente alimentar e regulatório no consumo de alimentos ultraprocessados por adolescentes: uma análise multinível nas capitais brasileiras com base na Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, 2019

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Laura Luciano Scaciota
Mayra Barata Figueiredo
Maria Alvim Leite
Giovanna Calixto Andrade
Luiza Antoniazzi Gomes de Gouveia
Catarina Machado Azeredo
Maria Laura da Costa Louzada
Fernanda Rauber
Renata Bertazzi Levy

Resumo:

Medidas regulatórias sobre a venda de alimentos nas escolas podem influenciar o consumo alimentar dos estudantes. Este estudo transversal teve como objetivos: investigar se frequentar escolas cobertas por normas que regulamentam a venda de alimentos está associado ao consumo de ultraprocessados por estudantes de capitais brasileiras; e verificar se há associação entre a disponibilidade de ultraprocessados em cantinas escolares e seu consumo. Foi realizado um levantamento sistemático de normas brasileiras vigentes até 2019 que regulamentam a venda de alimentos e bebidas em cantinas escolares. A cobertura normativa das escolas foi avaliada por uma variável dicotômica (cobertas/não cobertas). A disponibilidade e o consumo de ultraprocessados foram avaliados por meio de escores com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019. Foram realizadas análises de regressão linear multinível, ajustadas por variáveis sociodemográficas e características das escolas, para avaliar associação entre a cobertura normativa das escolas e o consumo de ultraprocessados pelos estudantes (n = 81.362). Uma segunda análise, restrita a alunos de escolas com cantinas (n = 53.137), avaliou a associação entre a disponibilidade desses alimentos e seu consumo. Frequentar escolas com cobertura normativa sobre a venda de alimentos e bebidas esteve associado a uma redução de -0,10 (IC95%: -0,16; -0,03) pontos no escore de consumo de ultraprocessados por estudantes de capitais brasileiras, enquanto a disponibilidade de ultraprocessados nas cantinas escolares foi associada ao aumento de 0,02 (IC95%: 0,00; 0,03) pontos no escore de consumo, nas análises ajustadas. Os achados podem fundamentar uma lei nacional sobre a oferta de ultraprocessados nas escolas.

Palavras-chave:
Alimentos Ultraprocessados; Ambiente Alimentar; Regulamentação
Biografia do Autor

Laura Luciano Scaciota, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil . Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a concepção do estudo, análise e interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Mayra Barata Figueiredo, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a concepção do estudo, análise dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Maria Alvim Leite, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a concepção do estudo, interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Giovanna Calixto Andrade, Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a análise, interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Luiza Antoniazzi Gomes de Gouveia, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Contribuiu com a revisão, aprovou a versão final do artigo

Catarina Machado Azeredo, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil

Contribuiu com a interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Maria Laura da Costa Louzada, Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Fernanda Rauber, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil

Contribuiu com a análise, interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo

Renata Bertazzi Levy, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), São Paulo, Brasil. University of Salamanca, Institute of Biomedical Research of Salamanca, Salamanca, Espanha

Contribuiu com a concepção do estudo, análise e interpretação dos dados, escrita e revisão, aprovou a versão final do artigo