Exposição prolongada a MP2,5 e mortalidade cardiorrespiratória: um estudo ecológico de pequenas áreas em cinco cidades da Colômbia

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Diana Marín
Víctor Herrera
Juan Gabriel Piñeros-Jiménez
Oscar Alberto Rojas-Sánchez
Sonia C. Mangones
Yurley Rojas
Jhon Cáceres
Dayana M. Agudelo-Castañeda
Néstor Y. Rojas
Luis Carlos Belalcazar-Ceron
Jonathan Ochoa-Villegas
María Leonor Montes-Mejía
Veronica Maria Lopera-Velasquez
Sanit María Castillo-Navarro
Alexander Torres-Prieto
Jill Baumgartner
Laura A. Rodríguez-Villamizar

Resumo:

A exposição prolongada a material particulado fino (MP2,5) configura um fator de risco à mortalidade cardiorrespiratória. No entanto, pouco se sabe sobre a distribuição de MP2,5 e seu impacto na saúde em grandes cidades de países de renda média-baixa (em que a exposição da população aumentou nas últimas décadas). Este estudo ecológico avaliou a associação entre a concentração de MP2,5 e mortalidade cardiorrespiratória em adultos no nível do setor censitário (SC) intraurbano das cinco cidades mais populosas da Colômbia (2015-2019). Estimamos as razões das taxas de incidência (RTI; por 5μg/m3), ajustando regressões binomiais negativas às taxas de mortalidade bayesianas suavizadas (TMB) para MP2,5 que foram previstas a partir de modelos de regressão do uso da terra (RUT), ajustando-se à estrutura demográfica do SC, índice de pobreza multidimensional e autocorrelação espacial. A mediana de MP2,5 por SC variou de 8,1μg/m3 em Bucaramanga a 18,7μg/m3 em Medellín. No entanto, Bogotá apresentou a maior variabilidade (IIQ = 29,5μg/m3) e mortalidade cardiorrespiratória (TMB = 2.560 por 100.000). A exposição prolongada a MP2,5 aumentou a mortalidade cardiorrespiratória em Bucaramanga (RTI = 1,15; IC95%: 1,02; 1,31) – a única sem evidência de agrupamento espacial – e mortalidades cardiovascular (RTI = 1,06; IC95%: 1,01; 1,12) e respiratória (RTI = 1,07; IC95%: 1,02; 1,13) em Medellín. A mortalidade cardiorrespiratória agrupou-se espacialmente em algumas cidades colombianas e foi associada à exposição prolongada ao MP2,5 em áreas urbanas onde os modelos RUT tiveram a maior precisão preditiva, destacando a necessidade de incorporar-se avaliações de exposição de alta qualidade e alta resolução para entender melhor o impacto da poluição do ar na saúde e informar as intervenções de saúde pública em ambientes urbanos.

Palavras-chave:
Mortalidade; Material Particulado; Efeitos a Longo Prazo; Usos do Solo; Análise de Regressão