Feridas silenciosas: uma análise epidemiológica de ferimentos autoprovocados em jovens no Brasil (2013-2023)

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Gabriela Garcia de Carvalho Laguna
Ana Luiza Ferreira Gusmão
Ana Beatriz Ferreira Gusmão
Jéssica Sabrina Gonçalves Fernandes
Yago Soares Fonseca
Katiene Menezes Rodrigues de Azevedo

Resumo:

Esse estudo buscou descrever a situação epidemiológica das lesões autoprovocadas em crianças e adolescentes no Brasil nos últimos dez anos (2013-2023). Este estudo ecológico com abrangência nacional foi baseado em dados do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS). Estatísticas descritivas e inferenciais (teste t, ANOVA, Tukey e Friedman) e verificação de normalidade (Shapiro-Wilk) foram aplicadas no software Jamovi. O Brasil registrou 18.382 internações e 261 óbitos por lesões autoprovocadas entre crianças e adolescentes de 2013 a 2023, acarretando um custo hospitalar total de cerca de 10 milhões de reais. A Região Sudeste foi responsável pelo maior número de internações (55,45%) e óbitos (60,1%), enquanto a Região Norte registrou os menores números. A faixa etária entre 15 e 19 anos foi a mais acometida. As internações foram mais frequentes entre as mulheres, enquanto os óbitos predominaram entre os homens, com impacto significativo na população negra. Houve um aumento de 44,28% nas internações e um aumento de 26,31% nos óbitos no período, com os maiores custos hospitalares ocorrendo em 2022 e 2023. A análise destaca disparidades regionais e demográficas significativas, ressaltando a necessidade de estratégias de prevenção direcionadas e políticas públicas específicas.

Palavras-chave:
Suicídio; Criança; Adolescente; Comportamento Autodestrutivo
Biografia do Autor

Gabriela Garcia de Carvalho Laguna, Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia

Acadêmica do curso de Medicina pelo Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA - IMS/CAT). Pesquisadora do Observatório Baiano de Redes de Atenção à Saúde (OBRAS), do Centro Baiano de Pesquisas em Antropologia Médica (CBPAM) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Saúde (NEPS/UFSB). Atuou como coordenadora Científica e de Políticas de Saúde da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM). Fundadora da Liga Acadêmica de Pediatria (LIPED - IMS/UFBA). 

Ana Luiza Ferreira Gusmão, instituto multidisciplinar em saúde da universidade federal da bahia

data analysis and interpretation, writing, approval of the final version.

Ana Beatriz Ferreira Gusmão, instituto multidisciplinar em saúde da universidade federal da bahia

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Jéssica Sabrina Gonçalves Fernandes, instituto multidisciplinar em saúde da universidade federal da bahia

data analysis and interpretation, writing, approval of the final version.

Yago Soares Fonseca, universidade federal do sul da bahia

data analysis and interpretation, writing, approval of the final version.

Katiene Menezes Rodrigues de Azevedo, instituto multidisciplinar em saúde da universidade federal da bahia

study design, critical review of intellectual content, approval of the final version.