Qual é o desempenho dos modelos de aprendizado de máquina na detecção de depressão, ansiedade e estresse entre estudantes de graduação? Uma revisão sistemática

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Bruno Luis Schaab
Prisla Ücker Calvetti
Sofia Hoffmann
Gabriela Bertoletti Diaz
Maurício Rech
Sílvio César Cazella
Airton Tetelbom Stein
Helena Maria Tannhauser Barros
Pamela Carvalho da Silva
Caroline Tozzi Reppold

Resumo:

Os alunos de graduação são frequentemente afetados por depressão, ansiedade e estresse. O aprendizado de máquina pode apoiar a avaliação da saúde mental. Com base na seguinte questão de pesquisa “Qual é o desempenho dos modelos de aprendizado de máquina na detecção de depressão, ansiedade e estresse entre estudantes de graduação?”, objetivou-se avaliar o desempenho desses modelos. As pesquisas foram realizadas no PubMed, Embase, PsycINFO e Web of Science. Foram pesquisados estudos que atendessem aos seguintes critérios: publicados em inglês, estudantes universitários de graduação como população alvo, empíricos, publicados em uma revista científica e que previssem resultados de ansiedade, depressão ou estresse via aprendizado de máquina. A qualidade das evidências foi analisada usando o GRADE. Em janeiro de 2024, foram encontrados 2.304 artigos, e 48 estudos atenderam aos critérios de inclusão. Foram identificados diferentes tipos de dados, incluindo dados comportamentais, fisiológicos, de uso da Internet, neurocerebrais, marcadores sanguíneos, dados mistos, demográficos e de mobilidade. Entre os 33 estudos que forneceram dados de precisão, 30 relataram valores superiores a 70%. A acurácia na detecção de estresse variou de 63% a 100%, ansiedade de 53,69% a 97,9% e depressão de 73,5% a 99,1%. Embora a maioria dos modelos apresente desempenho adequado, deve-se notar que 47 deles realizaram apenas validação interna, o que pode superestimar os dados de desempenho. Além disso, a avaliação GRADE indicou que a qualidade da evidência é muito baixa. Os resultados indicam
que os algoritmos de aprendizado de máquina são promissores no campo da Saúde Pública; no entanto, é crucial examinar sua aplicabilidade prática. Estudos futuros devem investir principalmente na validação externa dos modelos de aprendizado de máquina.

Palavras-chave:
Estudantes; Aprendizado de Máquina; Saúde Mental