Atividades de estímulo cognitivo remoto em idosos durante a pandemia da COVID-19: revisão sistemática

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Etiene Souza Madeira
Priscilla Alfradique de Souza
Anderson Amaral

Resumo:

As atividades de estímulo cognitivo em idosos são geralmente realizadas por meio de oficinas presenciais; porém durante a pandemia da COVID-19, com o isolamento social, as atividades e consultas passaram a ser remotas para não interromper os cuidados. O objetivo deste estudo é analisar as atividades de estímulo cognitivo remoto e/ou telerreabilitação em idosos como intervenção durante a pandemia da COVID-19. Esta é uma revisão sistemática de cinco artigos selecionados, conduzida segundo a metodologia PRISMA. Os principais resultados incluem a viabilidade e aceitação de atividades de estímulo cognitivo remoto utilizando tecnologias durante a pandemia, refletindo em uso futuro e ampliado para diferentes realidades e culturas. Estudos também apontam para a estabilização e melhoria do estado cognitivo, dos sentimentos de depressão e ansiedade e da manutenção da independência desses participantes, com aumento nas pontuações nas escalas aplicadas depois das intervenções. Conclui-se que as atividades realizadas em terapias de estímulo cognitivo e/ou telerreabilitação em idosos como intervenção durante a pandemia da COVID-19 tiveram em média 47 participantes, os dispositivos tecnológicos utilizados foram o tablet e o computador, os programas pré-instalados foram a estratégia mais utilizada, com duração da intervenção de 1 a 3 meses e atividades realizadas 2 a 3 vezes por semana. A reinvenção de técnicas que visam estimular e reabilitar a saúde cognitiva dos idosos, incluindo o uso de tecnologias como estratégia para substituir ou complementar as atividades presenciais, promove a saúde cognitiva e mental e a independência dos idosos.

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Palavras-chave:
Telerreabilitação; Cognição; Idoso; COVID-19