Evidências sobre os efeitos adversos da poluição do ar sobre a saúde da população na Espanha: análise dos custos econômicos das mortes prematuras

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Bruno Casal
Berta Rivera
Luis Currais

Resumo:

A exposição à poluição do ar ambiente aumenta a mortalidade e a morbidade, levando a incapacidades e mortes prematuras. A poluição do ar foi identificada como uma das principais causas da carga global de doenças, principalmente em países de baixa e média renda em 2015 (Global Burden of Diseases, Injuries and Risk Factors Study, 2015). Este artigo explora a relação entre as taxas de mortalidade e a concentração de material particulado (PM) nas 50 regiões espanholas de 2002 a 2017. Além disso, foi realizada uma estimativa das mortes prematuras causadas por PM na Espanha em termos de bem-estar e perdas de produção em 2017. Modelos de efeitos aleatórios foram desenvolvidos para estudar a relação entre as taxas de mortalidade e as concentrações de PMP. O custo econômico das mortes prematuras foi avaliado usando a abordagem “disposição a pagar” para monetizar as perdas de bem-estar e o método do capital humano para estimar as perdas de produção. As concentrações de PM10 estão positivamente associadas à mortalidade por doenças respiratórias e acidente vascular cerebral. Com base em 10.342 mortes prematuras em 2017, as perdas no bem-estar social subiram para EUR 36,227 bilhões (3,1% do PIB espanhol). O valor econômico das perdas de produção presentes e futuras atingiu os EUR 229 milhões (0,02% do PIB). Do ponto de vista social, a poluição do ar é um problema de saúde pública que tem grande impacto na saúde e na qualidade de vida. Os resultados evidenciam a necessidade de implementar ou fortalecer políticas públicas regulatórias, fiscais e de saúde para obter benefícios substanciais à saúde com a redução da exposição.

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Palavras-chave:
Material Particulado; Mortalidade Prematura; Risco à Saúde Humana; Dificuldade Econômica