Condição socioeconômica e índice de massa corporal em modelos de curso de vida: coorte de nascimentos de 1993 de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

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Luna Strieder Vieira
Juliana dos Santos Vaz
Fernando César Wehrmeister
Felipe Garcia Ribeiro
Janaína Vieira dos Santos Motta
Helen Denise Gonçalves da Silva
Maria Cecília Formoso Assunção

Resumo:

O artigo busca avaliar a relação entre condição socioeconômica ao longo da vida e índice de massa corporal (IMC) aos 22 anos de idade, de acordo com as hipóteses geradas pelos modelos de acúmulo de riscos, período crítico e mobilidade social. Este é um estudo prospectivo de base populacional, na coorte de nascimentos de 1993 de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Os modelos de acúmulo de riscos, período crítico e mobilidade social foram testados em relação a um model saturado, e comparados através de um teste F parcial. Após escolher o melhor modelo, a análise de regressão linear foi realizada para determinar os coeficientes de regressão, brutos e ajustados, da associação entre a condição socioeconômica ao longo da vida e o IMC aos 22 anos. A amostra consistia em 3.292 indivíduos (53,3% mulheres). Foram identificados efeitos de dose-resposta em homens e mulheres, embora os efeitos fossem opostos. Entre os homens, um aumento na pontuação baixa no modelo de acúmulo de condição socioeconômica levou a um IMC médio mais baixo aos 22 anos de idade; enquanto isso, nas mulheres, um aumento na pontuação baixa no modelo de acúmulo de condição socioeconômica levou a um aumento no IMC aos 22 anos de idade.
Palavras-chave:
Índice de Massa Corporal; Estudos Longitudinais; Fatores Socioeconômicos