Mudanças na prevalência de inatividade física e comportamento sedentário durante a pandemia da COVID-19: um inquérito com 39.693 adultos brasileiros

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Danilo Rodrigues Pereira da Silva
André Oliveira Werneck
Deborah Carvalho Malta
Paulo Roberto Borges de Souza Júnior
Luiz Otávio Azevedo
Marilisa Berti de Azevedo Barros
Celia Landmann Szwarcwald

Resumo:

O estudo buscou analisar mudanças na prevalência de inatividade física e comportamento sedentário de acordo com correlatos durante a pandemia da COVID-19 entre adultos brasileiros. Foi realizado um inquérito retrospectivo online, de base nacional, com 39.693 adultos brasileiros. Foram relatadas antes e durante a pandemia: atividade física (frequência semanal e duração diária; ponto de corte de 150 minutos/semana), tempo em TV e computador/tablet (duração diária; ponto de corte de 4 horas/dia). Os correlatos foram sexo, faixa etária, escolaridade, cor da pele, renda per capita, macrorregião, situação de trabalho durante o isolamento social e adesão ao isolamento. Foram utilizadas estatísticas descritivas. A prevalência de inatividade física, tempo de TV e tempo de computador/tablet aumentaram 26%, 266% e 38%, respectivamente, durante a pandemia. Os aumentos na inatividade física e no uso de computador/tablet foram mais prevalentes em geral, mas o aumento na prevalência de tempo elevado na frente da televisão foi maior entre adultos mais jovens (660%), com maior escolaridade (437%) e aqueles que trabalhavam em home office (331%). A prevalência de inatividade física e de comportamento sedentário aumentou em todos os subgrupos da população brasileira durante a pandemia da COVID-19.
Palavras-chave:
Comportamentos Relacionados com a Saúde; Exercício Físico; Estilo de Vida Saudável; COVID-19