Estimativa da concentração média diária de material particulado fino na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Ceará, Brasil

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Lucas de Oliveira do Couto
Sharmênia de Araújo Soares Nuto
Sandra de Souza Hacon
Adriana Gioda
Francisco Wagner de Sousa
Edenilo Baltazar Barreira Filho
Karen dos Santos Gonçalves
André Reynaldo Santos Périssé

Resumo:

A exposição ao material particulado fino (MP2,5) está associada a inúmeros desfechos à saúde. Desta forma, monitoramento da concentração ambiental do MP2,5 é importante, especialmente em áreas amplamente industrializadas, pois abrigam potenciais emissores do MP2,5 e de substâncias com potencial de aumentar a toxicidade de partículas já suspensas. O objetivo desta pesquisa é estimar a concentração diária do MP2,5 em três áreas de influência do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Ceará, Brasil. Foi aplicado um modelo de regressão não linear para a estimativa do MP2,5, por meio de dados de profundidade óptica monitorados por satélite. As estimativas foram realizadas em três áreas de influência (Ai) do CIPP (São Gonçalo do Amarante - Ai I, Paracuru e Paraipaba - Ai II e Caucaia - Ai III, no período de 2006 a 2017. As médias anuais das concentrações estimadas foram inferiores ao estabelecido pela legislação nacional em todas as Ai (8µg m-3). Em todas as Ai, os meses referentes ao período de seca (setembro a fevereiro) apresentaram as maiores concentrações e uma predominância de ventos leste para oeste. Os meses que compreendem o período de chuva (março a agosto) apresentaram as menores concentrações e ventos menos definidos. As condições meteorológicas podem exercer um papel importante nos processos de remoção, dispersão ou manutenção das concentrações do material particulado na região. Mesmo com baixas concentrações estimadas, é importante avaliar a constituição das partículas finas dessa região, bem como sua possível associação a efeitos adversos à saúde da população local.
Palavras-chave:
Poluição do Ar; Material Particulado; Zonas Industriais; Aerossóis; Saúde Ambiental