Hazardous alcohol use among transwomen in a Brazilian city

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Florence Kerr-Corrêa
Francisco Marto Leal Pinheiro Júnior
Telma Alves Martins
Daniel Lucas da Conceição Costa
Raimunda Hermelinda Maia Macena
Rosa Maria Salani Mota
Marcelle Yumi Yaegaschi
Kalina Lívia Lopes Carneiro
Carl Kendall
Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr

Resumo:

Informação sobre uso de álcool entre mulheres transgêneros são escassas. Estimamos a prevalência do uso perigoso de álcool nos últimos 12 meses entre mulheres transgêneros chamadas travestis no Brasil, e identificados os fatores de risco associados. Trezentas travestis foram recrutadas utilizando Respondent Driving Sampling (RDS). Aplicamos o Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT). Controlamos a amostragem, com um peso aplicado a cada entrevistada. Três quartos (74,2%) das travestis eram bebedores regulares, metade (48,7%) obteve > 8 no AUDIT e 14,8% obtiveram > 20. Fatores de risco para o uso de risco de álcool foram: > 24 anos, baixa renda, raça negra, viver com a família, ter feito sexo por dinheiro, uso de drogas ilícitas nos últimos seis meses e sexo desprotegido. O uso perigoso de álcool é prevalente entre travestis. Tendo em vista que este grupo possui maior risco para a infecção e transmissão de HIV, e que o uso perigoso de álcool foi associado ao sexo inseguro, são necessárias estratégias de intervenção específicas.
Palavras-chave:
Alcohol Drinking; Transgender Persons; Transvestism