Qualidade da atenção pré-natal na rede básica de saúde do Brasil: indicadores e desigualdades sociais

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Elaine Tomasi
Pedro Agner Aguiar Fernandes
Talita Fischer
Fernando Carlos Vinholes Siqueira
Denise Silva da Silveira
Elaine Thumé
Suele Manjourany Silva Duro
Mirelle de Oliveira Saes
Bruno Pereira Nunes
Anaclaudia Gastal Fassa
Luiz Augusto Facchini

Resumo:

O objetivo foi descrever indicadores de qualidade da atenção pré-natal no Brasil no âmbito do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ-AB). Foram analisados número de consultas, situação vacinal, prescrição de sulfato ferroso, exame físico, orientações e exames complementares, com base no que se construiu como um indicador sintético de qualidade. Os dados foram coletados em 2012/2013 por meio de entrevistas realizadas por Avaliadores Externos do PMAQ-AB às 6.125 usuárias que fizeram seu último pré-natal nas unidades de saúde da família. Durante o pré-natal, 89% fizeram seis ou mais consultas, mais de 95% atualizaram a vacina antitetânica e receberam prescrição de sulfato ferroso, 24% referiram ter recebido todos os procedimentos de exame físico, 60% receberam todas as orientações e 69% realizaram todos os exames complementares. Apenas 15% das entrevistadas receberam atenção pré-natal adequada, considerando-se todas as ações preconizadas, sendo significativamente maior a proporção de completude da atenção em gestantes com mais idade, de maior renda, na Região Sudeste, nos municípios com mais de 300 mil habitantes e com IDH no quartil superior. Persistem desigualdades sociais e individuais que podem ser objeto de ações de qualificação dos processos de trabalho das equipes.
Palavras-chave:
Cuidado Pré-Natal; Atenção Primária à Saúde; Qualidade da Assistência à Saúde; Desigualdades em Saúde