Diferenciais de morbimortalidade por causas externas: resultados do estudo Carga Global de Doenças no Brasil, 2008

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Mônica Rodrigues Campos
Vanessa dos Reis von Doellinger
Luiz Villarinho Pereira Mendes
Maria de Fatima dos Santos Costa
Thiago Góes Pimentel
Joyce Mendes de Andrade Schramm

Resumo:

O objetivo do artigo é estimar a carga global de doença para causas externas em 2008, no Brasil. A metodologia empregada estimou o DALY (anos de vida perdidos ajustados por incapacidade). O método de estimação dos anos de vida perdidos (YLL) foi o proposto por Murray & Lopez (1996). Entretanto, para estimar os anos de vida vividos com incapacidade (YLD) foram aplicados refinamentos metodológicos considerando-se a realidade brasileira. Estimaram-se 195 DALY por 100 mil habitantes, sendo 19 DALY relacionados às causas externas. O YLL compôs-se de 48% de causas não intencionais e 52% intencionais. Já no YLD, as não intencionais predominaram com 95%. A participação do YLL no DALY foi de 90%. A causa com maior proporção de YLL foi "homicídio e violência" (43%), seguida por "acidentes de trânsito" (31%). As quedas representam a maior proporção de YLD (36%). Observou-se uma razão de masculinidade de 4,8 no DALY e a faixa etária predominante foi de 15-29 anos. Sendo as causas externas evitáveis, tem-se importantes subsídios para os formuladores de políticas de segurança pública e de saúde.
Palavras-chave:
Costo de Enfermedad; Causas Externas; Homicidio; Accidentes; Efeitos Psicossociais da Doença; Homicídios; Acidentes