Modelo demanda-controle de estresse no trabalho: considerações sobre diferentes formas de operacionalizar a variável de exposição

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Márcia Guimarães de Mello Alves
Vivianne Melo Braga
Eduardo Faerstein
Claudia S. Lopes
Washington Junger

Resumo:

O modelo demanda-controle tem sido o mais usado para estudar estresse no trabalho em diversos países. Entretanto, os pesquisadores o utilizam de forma heterogênea, o que tem dificultado a comparação dos resultados dos estudos. Essa heterogeneidade se expressa no instrumento usado e na forma de definir a principal variável de exposição - alta exigência. O objetivo deste estudo seccional foi o de avaliar diferenças entre variadas formas de operacionalização do estresse no trabalho por meio da associação com hipertensão arterial prevalente, numa coorte de trabalhadores (Estudo Pró-Saúde). Não foi encontrada diferença na associação entre alta exigência no trabalho e hipertensão arterial com as diferentes formas de operacionalizar a exposição, ainda que sua prevalência tenha variado bastante, segundo a forma adotada (de 19,6% [quadrantes] a 42% [tercil da subtração]). Recomenda-se a realização de novos estudos que definam o ponto de corte para as variáveis de exposição por meio de dados subjetivos e objetivos combinados.
Palavras-chave:
Estresse Psicológico; Hipertensão; Exposição Ocupacional