Prevalência e fatores associados à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis entre agentes comunitários de saúde no Brasil, usando-se a prova tuberculínica

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Wesley Pereira Rogerio
Thiago Nascimento do Prado
Fernanda Mattos de Souza
Jair dos Santos Pinheiro
Patrícia Marques Rodrigues
Amanda Pissinate do Nascimento Sant’anna
Kássia Gomes de Jesus
Crispim Cerutti Junior
Rita de Cássia Duarte Lima
Ethel Leonor Noia Maciel

Resumo:

Resumo Este artigo tem por objetivo determinar a prevalência e os fatores associados à infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis entre agentes comunitários de saúde (ACS), usando dois pontos de corte da prova tuberculínica 5mm e 10mm. Trata-se de estudo transversal, com dados coletados sobre sexo, idade, cicatriz de BCG, prova tuberculínica (PT) anterior, tempo que trabalha na profissão de ACS, atuar em unidade básica de saúde (UBS), ter tido contato intradomiciliar com tuberculose (TB), usar álcool, ser fumante e apresentar comorbidades. Para controle de variáveis de confusão e estimativa da medida de efeito (OR), foi empregada a regressão logística. Aplicou-se PT, com leitura após 48-72 horas. As prevalências foram de 57,88% e 37,3%, respectivamente, para 5mm e 10mm. Manteve-se associada à positividade para o ponto de corte de 10mm a condição de trabalhar em UBS com Programa de Controle de Tuberculose (PCT) implementado e já ter tido contato intradomiciliar com TB. Já para o ponto de corte de 5mm, trabalhar em UBS com PCT e implementado. São necessárias ações de conscientização nos municípios e fortalecimento das ações de educação permanente sobre a temática.
Palavras-chave:
Teste Tuberculínico; Tuberculose; Mycobacterium tuberculosis; Agentes Comunitários de Saúde