Padrões de utilização de atendimento médico-ambulatorial no Brasil entre usuários do Sistema Único de Saúde, da saúde suplementar e de serviços privados

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Alitéia Santiago Dilélio
Elaine Tomasi
Elaine Thumé
Denise Silva da Silveira
Fernando Carlos Vinholes Siqueira
Roberto Xavier Piccini
Suele Manjourany Silva
Bruno Pereira Nunes
Luiz Augusto Facchini

Resumo:

Indicadores de oferta, acesso e utilização são úteis para caracterizar os serviços, planejar ações e organizar a demanda. Este estudo descreve padrões de utilização de atendimento médico-ambulatorial e associação com variáveis sociodemográficas, de morbidade, porte do município e região, de acordo com a natureza jurídica do serviço. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com 12.402 adultos brasileiros entre 20 e 59 anos, residentes nas áreas urbanas de 100 municípios nas cinco regiões brasileiras. A prevalência de atendimento médico-ambulatorial nos três meses anteriores à entrevista foi de 34,6%. O Sistema Único de Saúde foi responsável por mais da metade (53,6%) dos atendimentos, algum convênio de saúde foi utilizado por 34% da amostra e os serviços privados por 12,4%, independentemente da região, do porte populacional e da morbidade referida. Os padrões de utilização de serviços de saúde continuam socialmente determinados, resultando da oferta, das características sociodemográficas e do perfil de saúde dos usuários.
Palavras-chave:
Assistência Ambulatorial; Sistema Único de Saúde; Avaliação em Saúde