Atividade física no deslocamento em adultos e idosos do Brasil: prevalências e fatores associados

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Marina Cordeiro Madeira
Fernando Carlos Vinholes Siqueira
Luiz Augusto Facchini
Denise Silva da Silveira
Elaine Tomasi
Elaine Thumé
Suele Manjourany Silva
Alitéia Dilélio
Roberto Xavier Piccini

Resumo:

Evidências na literatura mostram que a atividade física no deslocamento pode contribuir positivamente à saúde. O presente trabalho descreve a atividade física no deslocamento e alguns fatores associados. Foi realizado um estudo transversal de base populacional com amostra de 12.402 adultos e 6.624 idosos em 100 municípios de 23 estados brasileiros. O desfecho foi operacionalizado pela seção de deslocamento da versão longa do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). A prevalência de atividade física insuficiente no deslocamento (< 150 minutos por semana) foi de 66,6% nos adultos e 73,9% nos idosos. Entre os idosos, aqueles mais velhos apresentaram risco 25 vezes maior de serem insuficientemente ativos em comparação aos mais jovens. Indivíduos com a cor da pele declarada "branca" foram menos ativos no deslocamento. Os resultados mostram que a prevalência de atividade física no deslocamento no Brasil é baixa, e que estimular o deslocamento ativo pode ser uma estratégia para o aumento dos níveis de atividade física geral e melhoria da saúde.
Palavras-chave:
Atividade Motora; Adulto; Idoso