Avaliação do nível de conhecimento e de atitudes preventivas da população sobre a leishmaniose visceral em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Conteúdo do artigo principal

Bárbara Kellen Antunes Borges
José Ailton da Silva
João Paulo Amaral Haddad
Élvio Carlos Moreira
Danielle Ferreira de Magalhães
Letícia Mendonça Lopes Ribeiro
Vanessa de Oliveira Pires Fiúza

Resumo:

Objetivou-se avaliar o nível de conhecimento e algumas atitudes preventivas em relação à leishmaniose visceral em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 2006. Foi feito um estudo de caso-controle, com visitas domiciliares e questionário semi-estrurado. Comparou-se dois grupos: (1) 82 casos humanos de leishmaniose visceral ocorridos em 2004 e (2) 164 controles, constituídos por vizinhos dos casos. A leishmaniose visceral acometeu mais em crianças, com aumento do risco de contrair leishmaniose visceral de 109,77 vezes para menores de dez anos. O homem demonstrou ter 2,57 vezes mais chances de adoecer que a mulher. A escolaridade da população mostrou-se baixa (68,3% não completaram o ensino médio). Cinqüenta por cento dos casos desconheciam-na quando foram infectados e apenas 1,2% conhecia o vetor. Conhecer algo sobre a leishmaniose visceral minimizou o risco de adoecer em 2,24 vezes. Quanto às atitudes de proteção, o risco de se contrair leishmaniose visceral diminui em 1,94 vez para pessoas que mantêm limpos os domicílios ou que levam o cão ao veterinário. Em Belo Horizonte, o conhecimento da população perante a leishmaniose visceral é superficial e as atitudes preventivas inespecíficas.
Palavras-chave:
Leishmaniose Visceral; Fatores de Risco; Conhecimento; Prevenção de Doenças