Uso não-médico de medicamentos psicoativos entre escolares do ensino fundamental e médio no Sul do Brasil

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Tatiane da Silva Dal Pizzol
Mirna Maria Nicolai Branco
Rejane Maria Agne de Carvalho
Adriano Pasqualotti
Elizabeth Nunes Maciel
Ana Maria Bellani Migott

Resumo:

O objetivo do presente estudo é investigar a prevalência de uso não-médico de medicamentos entre escolares da rede de ensino público e privado de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, e sua distribuição em relação a fatores sócio-demográficos. Por meio de um delineamento transversal, foi aplicado um questionário de autopreenchimento a 5.057 estudantes a partir da quinta série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio. O questionário continha perguntas sobre o uso, sem receita médica, de anfetamínicos, ansiolíticos, barbitúricos, anticolinérgicos, opiáceos, orexígenos e anabolizantes. Da amostra, 7,7% consumiram ansiolíticos alguma vez na vida, 6,4% consumiram anfetamínicos, 2,2%, anabolizantes, e 1,1%, barbitúricos. Estudantes do sexo feminino apresentaram maior consumo de ansiolíticos e anfetamínicos, enquanto que o consumo de anabolizantes foi maior no sexo masculino. O padrão de consumo de medicamentos psicoativos é semelhante ao observado em adultos, sugerindo a necessidade de inclusão de crianças e adolescentes nas campanhas educativas para prevenção do uso indevido de medicamentos.
Palavras-chave:
Uso de Medicamentos Psicotrópicos; Estudantes