Escolha de métodos contraceptivos entre usuárias de um serviço público de saúde

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Maria José Duarte Osis
Graciana Alves Duarte
Evely Rodrigues Crespo
Ximena Espejo
Karla Simônia de Pádua

Resumo:

Descreve-se a percepção de 250 mulheres que solicitaram métodos anticoncepcionais (MAC) em um serviço público de saúde quanto à sua liberdade de escolha, a contribuição de uma ação educativa e de uma consulta para essa liberdade, a satisfação com o MAC escolhido e a continuidade de seu uso, depois de seis meses. Quase todas as mulheres (99,6%) chegaram ao serviço com um MAC já escolhido e 90,0% saíram usando esse método; 81,9% referiram ter se sentido bastante livres para escolher o MAC e 60,0% disseram que a ação educativa e a consulta aumentaram a sua liberdade. Seis meses depois, 87,3% continuavam usando o mesmo MAC. Entre as mulheres que declararam alguma insatisfação com o método iniciado, foi significativamente maior a proporção das que mudaram de MAC e das que disseram que faltou alguma informação quando iniciaram o uso. A ação educativa e a consulta parecem ter atuado como legitimadores de uma escolha feita antes de as mulheres procurarem o serviço, com base em informações recebidas de outras fontes. Isto, provavelmente, contribuiu para a percepção de terem tido bastante liberdade de escolha.
Palavras-chave:
Métodos Anticoncepcionais; Planejamento Familiar; Serviços de Saúde