Vigilância de doenças endêmicas em áreas urbanas: a interface entre mapas de setores censitários e indicadores de morbidade

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Ricardo Arraes de Alencar Ximenes
Celina Maria Turchi Martelli
Wayner Vieira de Souza
Tiago Maria Lapa
Maria de Fátima Militão de Albuquerque
Ana Lúcia S. Sampaio de Andrade
Otaliba Libânio de Morais Neto
Simonne de Almeida e Silva
Maria Luiza Carvalho de Lima
José Luiz Portugal

Resumo:

Neste artigo, discute-se o eixo metodológico utilizado na construção de modelo de vigilância de endemias em áreas urbanas, orientado por uma análise de situações de risco e por indicadores epidemiológicos espaciais. São apresentadas as premissas básicas do modelo, os critérios de seleção de variáveis sócio-econômicas e as etapas metodológicas necessárias na construção do indicador sintético de risco. Comenta-se, também, como algumas questões operacionais relativas à construção de mapas digitais de setores censitários e vinculação de bancos de dados foram equacionadas. Essa abordagem, incorporando o componente da organização do espaço na vigilância de doenças endêmicas, tendo como exemplo a hanseníase e a tuberculose, privilegia o uso integrado de sistemas de informação já existentes, na perspectiva de estratificar áreas urbanas diferenciadas que permite discriminar riscos desiguais para ocorrência de endemias. Essa é uma ferramenta para o planejamento e o gerenciamento das ações voltadas para o controle das endemias nas cidades.
Palavras-chave:
Vigilância Epidemiológica; Hanseníase; Tuberculose; Distribuição Espacial; Indicadores de Saúde