Mensuração do trabalho precário no Brasil: tradução, adaptação e dimensionalidade da Escala de Precariedade do Emprego (EPRES-Br)

Conteúdo do artigo principal

Victor Rocha Santana
Alejandra Vives-Vergara
Gláucio Roberto Santana de Jesus
Rita de Cássia Pereira Fernandes

Resumo:

Este estudo analisou as propriedades psicométricas – aceitabilidade, confiabilidade e estrutura fatorial – da versão brasileira da Escala de Precariedade no Emprego (EPRES-Br), aplicada em duas amostras de trabalhadores brasileiros: trabalhadores com agravos de notificação compulsória pelo Sistema Único de Saúde em Salvador e fisioterapeutas na Bahia. Ao todo, 638 indivíduos com vínculos formais e informais de trabalho responderam ao instrumento. A aceitabilidade, a consistência interna e a dimensionalidade da escala foram avaliadas por meio da estatística descritiva e analítica, incluindo análise fatorial com metodologia para variáveis categóricas, adequada a dados ordinais e baseada em correlações policóricas. A EPRES-Br apresentou alta aceitabilidade (acima de 90%) e consistência interna aceitável (alfa de Cronbach = 0,77 para trabalhadores de Salvador e 0,84 para fisioterapeutas). As dimensões Remuneração, Desempoderamento e Vulnerabilidade confirmaram o construto teórico, já Tempo de Permanência e Direitos carregaram no mesmo fator, e dois itens sobre folgas carregaram fora da dimensão teórica original (Exercício dos Direitos). Conclui-se que a EPRES-Br apresenta boas propriedades psicométricas para uso em estudos epidemiológicos no Brasil, embora sejam necessárias revisões de alguns itens, considerando o significado deles para o contexto do mundo do trabalho.

Palavras-chave:
Emprego Precário; Psicometria; Vigilância em Saúde do Trabalhador; Estudo de validação; Epidemiologia e bioestatística
Biografia do Autor

Victor Rocha Santana, Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia

Possui graduação em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública. Foi médico da Estratégia Saúde da Família por oito anos nos municípios de Maragogipe, Lauro de Freitas e Camaçari, onde teve atuação de preceptoria pela Universidade Federal da Bahia e Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da Fundação Estatal Saúde da Família. É especialista em Medicina de Família e Comunidade pela Sociedade Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade; e mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Foi professor de Medicina de Família e Comunidade na Universidade Federal da Bahia e na Universidade do Estado da Bahia, e atualmente, é doutorando em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva (UFBA). Áreas de interesse: Produção do cuidado, políticas de saúde, Atenção Primária à Saúde, Saúde mental e prevenção do suicídio. 

Alejandra Vives-Vergara, Universidad Católica de Chile

Esta pesquisadora participou na Concepção e projeto,  Redação do artigo,  Aprovação final,  sendo Responsável por todos os aspectos do trabalho na garantia da exatidão e integridade de qualquer parte da obra. 

Gláucio Roberto Santana de Jesus, Programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho; Universidade Federal da Bahia

O pesquisar participou na Concepção e projeto.

Rita de Cássia Pereira Fernandes, Programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho; Universidade Federal da Bahia

Esta pesquisadora participou na Concepção e projeto, Redação do artigo, Aprovação final, sendo Responsável por todos os aspectos do trabalho na garantia da exatidão e integridade de qualquer parte da obra.