Introdução viral da dengue e perspectivas para 2025: uma avaliação baseada em cenários do impacto da vacinação usando modelagem matemática

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Thomas Nogueira Vilches
Cláudia Pio Ferreira
Miguel Rubira Telles
Lais Moraes Paiz
Gabriel Berg de Almeida

Resumo:

O objetivo deste estudo foi modelar múltiplos cenários de introdução e disseminação da dengue em Botucatu, São Paulo, Brasil, e avaliar o impacto das estratégias de vacinação na trajetória epidêmica de uma cidade que tinha menos de 1% de sua população infectada com dengue até 2023. Estimamos o número básico de reprodução (R0) durante a epidemia de 2024 e o comparamos com os valores relatados na literatura. Em seguida, desenvolvemos um modelo matemático estratificado por idade (calibrado para dados de casos de dengue de 2024 por um algoritmo genético) para simular a dinâmica de transmissão com e sem vacinação. Isso nos permitiu avaliar a possível redução de infecções em vários cenários de vacinação. O R0 estimado para a epidemia de 2024 foi de 1,57, levando a uma taxa de ataque superior a 10% da população. Nosso modelo se ajusta com precisão aos dados observados e sugeriu que, sob as mesmas condições de 2024, a introdução de um novo sorotipo em 2025 provavelmente desencadearia outra epidemia. A vacinação pode reduzir esse pico em até 80%, dependendo da cobertura entre indivíduos de 10-14 anos. Os resultados indicam que o R0 da dengue em Botucatu em 2024 é consistente com estimativas para outras cidades do Brasil. A campanha de vacinação pode reduzir os casos de dengue em 75% ou mais. No entanto, como a eficácia da campanha depende do sorotipo circulante e do status epidemiológico dos indivíduos vacinados, alcançar cobertura vacinal acima de 50% na população-alvo é essencial para evitar a necessidade de triagem epidemiológica individual.

Palavras-chave:
Número Reprodutivo Básico; Programas de Imunização; Modelos Epidemiológicos
Biografia do Autor

Thomas Nogueira Vilches, Instituto de Biociências de Botucatu - UNESP

Criação do modelo; análise de dados; interpretação dos dados; redação do rascunho; redação da versão final.

Cláudia Pio Ferreira, Instituto de Biociências de Botucatu

Criação do modelo; interpretação dos dados; redação do rascunho; redação da versão final.

Miguel Rubira Telles, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP

Interpretação dos dados; redação do rascunho; redação da versão final

Lais Moraes Paiz, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP

Definição do problema biológico; aquisição de dados; interpretação dos dados; redação do rascunho; redação da versão final.

Gabriel Berg de Almeida, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP

Definição do problema biológico; interpretação dos dados; redação do rascunho; redação da versão final.