Assistência pré-natal: uma análise temporal utilizando as informações da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019
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Resumo:
A assistência ao pré-natal prestada de forma inadequada está relacionada à ocorrência de desfechos negativos para mães e recém-nascidos, sendo fundamental seguir as diretrizes do Ministério da Saúde para garantir a qualidade do cuidado. O objetivo deste estudo foi analisar indicadores relacionados ao pré-natal utilizando as informações das edições da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 e 2019. A população-alvo do estudo incluiu mulheres que tiveram filhos nos dois anos anteriores às pesquisas. Foram elaborados indicadores relacionados ao atendimento pré-natal, tais como número de consultas, exames realizados, monitoramento clínico-obstétrico e orientações recebidas. As prevalências dos indicadores e seus respectivos intervalos de 95% de confiança foram estimados e comparados entre 2013 e 2019, por meio do teste de qui-quadrado de Pearson, ajustado pela correção de Rao-Scott – que leva em consideração o desenho amostral. Houve aumento significativo no número de consultas de pré-natal realizadas (p < 0,05), bem como na realização de exames clínico-obstétricos (p < 0,05). Em relação à proporção de mulheres que receberam orientações sobre o serviço de referência para o parto, houve aumento significativo de 75% para 83% (p < 0,001), assim como a realização de testes para sífilis, de 66% para 79% (p < 0,001), e HIV, de 95% para 99% (p < 0,001). A análise da assistência ao pré-natal revela avanços importantes na cobertura e na qualidade do atendimento às gestantes no Brasil. No entanto, desafios persistem, como o início tardio do pré-natal e a insuficiente orientação sobre os serviços de referência para o parto.