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Cadernos de Saúde Pública

ISSN 1678-4464

38 nº.11

Rio de Janeiro, Novembro 2022


ARTIGO

Trajetória de diminuição da solidão entre brasileiros com 50 anos ou mais durante a pandemia de COVID-19: ELSI-Brasil

Luciana de Souza Braga, Bruno de Souza Moreira, Juliana Lustosa Torres, Amanda Cristina de Souza Andrade, Anna Carolina Lustosa Lima, Camila Teixeira Vaz, Elaine Leandro Machado, Waleska Teixeira Caiaffa, Cleusa Pinheiro Ferri, Juliana Vaz de Melo Mambrini

http://dx.doi.org/10.1590/0102311XEN10662


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RESUMO
Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência de solidão entre idosos brasileiros nos primeiros sete meses da pandemia de COVID-19 e identificar os preditores das trajetórias de solidão, usando dados pré-pandemia oriundos de entrevistas presenciais de participantes do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) de 2019-2020, um estudo de representatividade nacional com residentes da comunidade com 50 anos ou mais. Os dados durante a pandemia foram coletados em três rodadas de entrevistas telefônicas com os participantes, realizadas de maio a outubro de 2020. A solidão foi medida por uma questão de item único, considerando os casos com pelo menos duas medidas repetidas. As variáveis explicativas incluíram depressão, morar sozinho, sair de casa na última semana e conexão virtual no último mês. A regressão logística de efeitos mistos foi utilizada para estimar as razões de chances com seus intervalos de 95% de confiança (IC95%) e investigar trajetórias de solidão e seus preditores. Foram incluídos 5.108 participantes. A prevalência global de solidão no período pré-pandemia foi de 33,1% (IC95%: 29,4-36,8), um valor superior ao período pandêmico (rodada 1: 23,6%, IC95%: 20,6-26,9; rodada 2: 20,5%, IC95%: 17,8-23,5; rodada 3: 20,6%, IC95%: 17,1-24,6). Uma interação significativa (p ≤ 0,05) foi encontrada apenas entre depressão e tempo; participantes com depressão apresentaram maior redução dos níveis de solidão. Embora os níveis de solidão no Brasil tenham diminuído durante a pandemia, esse padrão não se aplica a todos os idosos. Indivíduos com depressão tiveram uma redução mais significativa provavelmente por se sentirem mais próximos aos membros de suas redes sociais durante as recomendações de ficar em casa.

Estudos Longitudinais; Depressão; Distanciamento Social; Epidemiologia


 

 
 

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