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Cadernos de Saúde Pública

ISSN 1678-4464

36 nº.Suplemento 2

Rio de Janeiro, 2020


ARTIGO

Cobertura vacinal e fatores associados à vacinação contra influenza em pessoas idosas do Município de São Paulo, Brasil: Estudo SABE 2015

Ana Paula Sayuri Sato, Fabíola Bof de Andrade, Yeda Aparecida Oliveira Duarte, José Leopoldo Ferreira Antunes

http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00237419


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RESUMO
O presente estudo avaliou a cobertura da vacina contra influenza entre pessoas idosas (idade de 60 anos ou mais) residentes no Município de São Paulo, Brasil, em 2015, bem como verificou os fatores associados. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com dados do Estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento. A variável dependente foi a vacinação contra influenza nos últimos 12 meses anteriores à entrevista, e as variáveis independentes compreenderam características sociodemográficas, comportamentais, situação de saúde autorreferida e uso de serviços de saúde. Para a análise de dados, considerou-se a amostragem complexa do estudo, respeitando-se o peso amostral. Utilizou-se a regressão de Poisson, com nível de 5% de significância. A cobertura vacinal foi de 79,7% (IC95%: 76,8-82,5). A vacinação contra influenza foi associada a situação conjugal (RP sem companheiro = 0,84; IC95%: 0,77-0,93), prática de atividade física (RP sim = 1,08; IC95%: 1,01-1,17) e consulta médica nos últimos 12 meses (RP sim = 1,22; IC95%: 1,07-1,39). Não houve diferença entre os estratos sociodemográficos. A vacinação de idosos contra influenza já atingiu uma meta de universalidade no Município de São Paulo. Os resultados são relevantes para o planejamento do programa de imunizações, apontando grupos prioritários para motivar a vacinação, e valorizam a interação dos idosos com o serviço de saúde.

Vacinas contra Influenza; Idoso; Programas de Imunização; Cobertura Vacinal


 

Introdução

A influenza é uma infecção respiratória aguda que atinge milhões de pessoas anualmente, sendo responsável por 290 mil a 650 mil óbitos em todo o globo. Pessoas idosas constituem um dos grupos de maior risco para a doença grave e estão mais sujeitas a complicações 1. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção da doença e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para idosos, gestantes, crianças de seis meses a cinco anos de idade, indivíduos com condições/doenças crônicas e profissionais de saúde 1,2.

No Brasil, a vacina de influenza é ofertada às pessoas idosas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) desde 1999. O Município de São Paulo foi pioneiro nessa ação, e sua primeira campanha de vacinação contra a influenza ocorreu um ano antes, em 1998. Atualmente, a vacina aplicada nas campanhas anuais de vacinação contra influenza sazonal é produzida pelo Instituto Butantan e contém três cepas virais, sendo duas do tipo A (H1N1/pdm09 e H3N2) e uma do tipo B 3.

Até 2017, a meta da cobertura vacinal estabelecida pelo Ministério da Saúde era de 80% e, a partir desse ano, passou a ser de 90%. No Município de São Paulo, dados administrativos estimam uma cobertura de 82% em 2015, com aumento progressivo nos anos posteriores, chegando a 93,8% em 2019. No entanto, sabe-se que dados administrativos baseados em número de doses aplicadas possuem menor acurácia em relação a dados de inquéritos vacinais 4. Estudos com dados de inquéritos nacionais e do Município de São Paulo mostram coberturas vacinais de cerca de 70%-75%, de 2006-2016 5,6,7,8.

Estudos nacionais mostraram um cenário em que a cobertura vacinal era menor entre indivíduos da cor preta e com menos de quatro anos de estudos em 2013 7, o que não foi diferente em 2015-2016 8. Estudos conduzidos no Município de São Paulo apontaram que a vacinação contra influenza esteve associada positivamente com idade mais elevada, presença de companheiro, presença de doenças crônicas, prática regular de atividade física e interação com o serviço de saúde, especialmente o público, e não houve diferença entre os estratos sociais 5,6.

Embora estudos anteriores mostrem o alcance da universalidade da vacinação contra influenza em pessoas idosas, a cobertura vacinal encontrada ainda não atingiu as metas nacional e internacional, tornando necessário o monitoramento constante dessas coberturas e de seus fatores associados. Assim, o objetivo do presente estudo foi de reavaliar a cobertura da vacina de influenza entre pessoas idosas residentes no Município de São Paulo, em 2015, bem como de verificar se os fatores associados se mantêm os mesmos.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal de base populacional sobre a vacinação contra a influenza em pessoas idosas (idade de 60 anos ou mais) residentes no Município de São Paulo, em 2015.

O Município de São Paulo tem uma população estimada em 11.811.516 habitantes para 2019, sendo 15,18% população idosa. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal era de 0,805 9.

A fonte de dados foi o Estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento - SABE 2015, que é um estudo longitudinal de múltiplas coortes que teve início em 2000 e é repetido a cada cinco anos (2006, 2010 e 2015). A cada nova coleta, há a inclusão de uma nova coorte de indivíduos de 60-64 anos de idade, com o intuito de manter a representatividade das faixas etárias do estudo. A amostra é complexa, com desenho amostral de múltiplos estágios, para que permita a inferência estatística à população urbana, não institucionalizada, de pessoas com 60 anos ou mais de idade do Município de São Paulo. Os setores censitários constituem as unidades primárias da amostra, e os domicílios são as unidades secundárias. Todos os moradores com 60 anos ou mais de idade do domicílio selecionado são convidados a participar do estudo.

Todos os indivíduos que consentiram em participar do estudo foram entrevistados em seus domicílios por uma equipe especificamente treinada. Na ocasião, foi aplicado um questionário que compreendeu características sociodemográficas, comportamentais, de qualidade de vida, uso de serviços de saúde, informações clínicas. Foram coletados medidas antropométricas e material biológico (sangue e urina). Informações detalhadas sobre o Estudo SABE podem ser encontradas em outras publicações 10 e no site (http://hygeia3.fsp.usp.br/sabe/).

A variável dependente foi a combinação das respostas às questões “Você já tomou a vacina contra a gripe?” e “Quando tomou a vacina contra a gripe?”, de forma que o desfecho foi considerado como a vacinação contra influenza nos últimos 12 meses que antecederam a entrevista.

As variáveis independentes estudadas compreenderam as seguintes: características sociodemográficas (sexo, cor, faixa etária, escolaridade, situação conjugal, se a pessoa idosa vive sozinha e se trabalhava no momento da entrevista); características comportamentais (consumo de álcool durante os três meses que antecederam a entrevista, tabagismo e prática de atividade física por pelo menos 150 minutos por semana); situação de saúde autorreferida (percepção de saúde, número de doenças crônicas, hipertensão, diabetes mellitus, doença cardiovascular, doença pulmonar crônica, queda nos últimos 12 meses que antecederam a entrevista e depressão) e uso de serviços de saúde (consulta médica e hospitalização nos últimos 12 meses que antecederam a entrevista e tipo de serviço de saúde).

A análise de dados considerou a amostragem complexa do desenho do estudo, respeitando os pesos amostrais, ou seja, o inverso da fração amostral, ajustado para a distribuição correspondente da população por gênero e faixa etária. Utilizou-se o módulo survey do Stata 15 (https://www.stata.com).

Foram calculadas as coberturas vacinais (número de pessoas idosas que se vacinaram contra influenza nos últimos 12 meses dividido pelo total de indivíduos) para o total da amostra e segundo as variáveis independentes estudadas, verificando-se associação por meio do teste de qui-quadrado de Rao-Scott.

As razões de prevalência brutas e ajustadas foram calculadas por meio de regressão de Poisson 11. As variáveis independentes com valor de p < 0,200 foram consideradas para o modelo múltiplo. O processo de modelagem respeitou uma estrutura conceitual organizada em blocos de covariáveis 12. Inicialmente, foram incluídas no modelo as variáveis sociodemográficas, ajustadas entre si. Em seguida, mantiveram-se apenas as variáveis sociodemográficas com valor de p < 0,05 no modelo, que ajustaram as variáveis comportamentais e de situação de saúde autorreferida. Finalmente, incluíram-se as variáveis sobre o uso de serviços de saúde, que foram ajustadas pelas variáveis sociodemográficas, comportamentais e de situação de saúde autorreferida, apresentando valor de p < 0,05.

O Estudo SABE 2015 foi aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisa em Seres Humanos da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (CAAE: 47683115.4.0000.5421, Parecer: 3.600.782). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e a pesquisa respeitou os procedimentos éticos da Resolução nº 466 de 2012.

Resultados

Do total de 1.399 pessoas idosas elegíveis para o estudo, 1.224 foram entrevistadas no Estudo SABE 2015, e houve 6,1% de recusas e 6,4% de perdas. Entre os entrevistados, 1.043 (85,2%) possuíam a informação sobre ter tomado a vacina de influenza nos últimos 12 meses, sendo que um indivíduo não respondeu à questão “Você já tomou a vacina contra a gripe?” e 180 indivíduos não souberam responder sobre quando a tomaram. A cobertura vacinal foi de 79,7% (intervalo de 95% de confiança - IC95%: 76,8-82,5).

A Tabela 1 apresenta a cobertura da vacina de influenza segundo as características sociodemográficas das pessoas idosas estudadas. A cobertura vacinal foi menor entre pessoas de 60-69 anos de idade (69,1%) em relação às mais idosas e que não tinham companheiro - solteiras, divorciadas ou viúvas - (71,4%). Um importante resultado foi a ausência da diferença das coberturas vacinais entre os estratos de escolaridade (p = 0,885).

 

Tab.: 1
Tabela 1 Cobertura da vacina de influenza em pessoas idosas (N = 1.043) segundo características sociodemográficas. Município de São Paulo, Brasil, 2015.

 

Em relação às características comportamentais Tabela 2, pessoas idosas que não praticavam atividade física por pelo menos 150 minutos por semana apresentaram menor proporção de vacinação contra a influenza nos últimos 12 meses (78,5%) em relação às que praticavam (86%).

 

Tab.: 2
Tabela 2 Cobertura da vacina de influenza em pessoas idosas (N = 1.043) segundo características comportamentais. Município de São Paulo, Brasil, 2015.

 

A Tabela 3 apresenta a cobertura vacinal segundo a situação de saúde autorreferida. Pessoas idosas que referiram depressão apresentaram menor proporção de vacinação (73%).

 

Tab.: 3
Tabela 3 Cobertura da vacina de influenza em pessoas idosas (N = 1.043) segundo situação de saúde autorreferida. Município de São Paulo, Brasil, 2015.

 

* Teste de qui-quadrado de Rao-Scott.

Sobre o uso de serviços de saúde Tabela 4, a frequência de consulta médica nos últimos 12 meses foi associada positivamente à vacinação contra a influenza (81,5%).

 

Tab.: 4
Tabela 4 Cobertura da vacina de influenza em pessoas idosas (N = 1.043) segundo uso de serviços de saúde. Município de São Paulo, Brasil, 2015.

 

Para a análise múltipla, foram consideradas as variáveis com valor de p < 0,200, ou seja: sexo (p = 0,062); faixa etária (p = 0,002); situação conjugal (p < 0,001); atividade física (p = 0,038); diabetes mellitus (p = 0,159); doença cardiovascular (p = 0,071); depressão (p = 0,031); consulta médica nos últimos 12 meses (p < 0,001).

A Tabela 5 apresenta as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas, bem como os respectivos IC95% da análise sobre a associação entre tais fatores e a vacinação contra a influenza nos últimos 12 meses. Verificou-se que sexo, faixa etária e doenças autorreferidas (diabetes mellitus, doença cardiovascular e depressão) não permaneceram no modelo múltiplo. A vacinação contra influenza foi associada a situação conjugal (RP sem companheiro = 0,84; IC95%: 0,77-0,93), prática de atividade física (RP sim = 1,08; IC95%: 1,01-1,17) e consulta média nos últimos 12 meses (RP sim = 1,22; IC95%: 1,07-1,39).

 

Tab.: 5
Tabela 5 Razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas de fatores associados à vacinação contra a influenza entre pessoas idosas (N = 1.043). Município de São Paulo, Brasil, 2015.

Discussão

O estudo mostrou que a cobertura da vacina de influenza entre pessoas idosas do Município de São Paulo, em 2015, alcançou as metas nacionais e internacionais de 80% da época. Os fatores associados à vacinação foram os seguintes: situação conjugal, prática de atividade física e interação com o serviço de saúde. Vale ressaltar a manutenção da ausência de desigualdade na vacinação entre os estratos de escolaridade. Esses são os resultados mais importantes do estudo.

Os dados administrativos do PNI apontaram cobertura da vacina influenza de 82% na população idosa em 2015 13, ou seja, bastante semelhante à encontrada no presente estudo. Essa proporção aumentou progressivamente se compararmos esses dados com as avaliações anteriores do município, realizadas por meio do Estudo SABE, em 2006 (73,8%) 5 e 2010 (74,2%) 6, ou de estudos realizados em outros municípios brasileiros 14,15,16,17.

A situação conjugal foi associada à vacinação contra influenza, de forma que idosos sem companheiro(a) apresentaram menor cobertura vacinal. Tal associação também foi encontrada anteriormente 15,17. Esse resultado pode expressar a falta de apoio do cônjuge nos pontos relacionados ao cuidado de saúde e na questão financeira 18. Estudo que comparou a utilização de serviços de saúde mostrou que a chance de internação era mais elevada entre pessoas não casadas, ao passo que a chance do uso de serviços ambulatoriais era maior entre pessoas casadas 19. Outro estudo verificou que as pessoas são mais propensas à adoção de comportamentos de saúde positivos quando o(a) companheiro(a) também os adota 20.

Comportamentos mais saudáveis são associados a desfechos positivos de saúde 21. A prática de atividade física regular é descrita como um importante marcador para a adoção desses comportamentos. Muitos estudos mostram como a atividade física está associada positivamente à vacinação contra influenza 6,7,22,23,24.

A interação do indivíduo com o serviço de saúde tem sido apontada como um preditor da vacinação contra a influenza em diferentes estudos. A maior frequência aos serviços de saúde pode resultar em maior acesso às informações sobre as campanhas de vacinação e à importância de se vacinar, de forma a contribuir também com a redução da desigualdade de acesso à saúde 5,6,7,8,14,15,16.

Em muitos estudos, a frequência ao serviço de saúde está atrelada à condição de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares ou pulmonares 5,6,7,8,15,16. No Município de São Paulo, em 2010, verificou-se associação positiva da vacinação contra influenza com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doença cardiovascular 6. Nos estudos nacionais, também foi verificada essa associação 7,8, ao contrário do presente estudo, que não revelou associação da vacinação com a presença de doenças crônicas, sugerindo que as ações de vacinação estão sendo mais efetivas, no sentido de atingir a população idosa como um todo, sem desigualdades nos estratos sociais. Além disso, conclui-se que os serviços de saúde estão cumprindo o seu papel no fornecimento da informação, sem diferenças entre pessoas que frequentam mais ou menos a unidade por conta da existência de doenças crônicas.

A manutenção da ausência de desigualdades na vacinação entre os estratos educacionais é um resultado bastante relevante do estudo, sugerindo que o programa já atingiu a meta de universalidade, resultado já encontrado em avaliações anteriores no Município de São Paulo 6 e no país 8. Vale ressaltar que a vacinação contra influenza em idosos é uma estratégia efetiva na redução da iniquidade da carga da doença entre os estratos sociais. Estudo que avaliou o impacto da vacinação de influenza no Município de São Paulo, de 1998 a 2002, apontou queda de 26,3% da mortalidade por pneumonia e influenza após o seu início, com queda mais elevada nas áreas mais socialmente desfavorecidas do município 25.

Uma potencialidade importante do estudo é ter analisado uma amostra populacional representativa da população idosa de uma grande metrópole, condição que permite uma avaliação mais extensa do que a inferência de cobertura vacinal por meio da quantidade de doses ministradas. Além disso, a utilização do Estudo SABE é também um destaque positivo, pois sua metodologia padronizada possibilita a comparabilidade ao longo do tempo em 2006, 2010 e 2015. A representatividade das amostras em todos os anos permite a comparação direta entre os resultados dos estudos em um período de dez anos. A principal limitação da pesquisa é a informação sobre a vacinação contra influenza ser autorreferida, sem validação documental, como consulta à carteira de vacinação, estando sujeita ao viés de memória. Estudos apontam alta sensibilidade (98%) e moderada especificidade (71%) dessa informação em estudo realizado com idosos 26. Outros estudos mais recentes corroboram a validade do dado autorreferido sobre a vacinação contra influenza na população idosa 27,28.

Em conclusão, o estudo apresenta resultados relevantes para o planejamento do programa de imunizações, apontando os solteiros e os idosos fisicamente inativos como foco prioritário para a motivação à vacinação contra influenza. O estudo valoriza a interação dos idosos com o serviço de saúde, notando que se vacinaram menos aqueles que não participaram de nenhuma interação no ano anterior. A ausência da manutenção da associação com as doenças crônicas sugere que os serviços de saúde estão cumprindo com seu papel de fornecer a informação sobre a vacina de influenza, independentemente da frequência ao serviço de saúde por conta do atendimento a essas doenças. Todos esses resultados valorizam e mostram a importância da avaliação contínua das coberturas vacinais e de seus fatores associados.

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP - processo nº 2014/50649-6).

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